É preciso
explicar nossa fé!
O
segundo artigo da Confissão de Barmen
De
acordo com o diagnóstico, o remédio. Quando se tratam dos males do mundo, já
foram elaboradas muitas receitas que prometeram a solução. No tempo da
elaboração da Confissão de Barmen o ateísmo reinante foi um solo fértil para a
ideologia nacionalista de Hitler apresentar-se como tábua de salvação para a
Alemanha. O “salvador” afirmava que o problema era os judeus exploradores, além
de deficientes físicos ou mentais, numa lista gigantesca de pessoas que não se
enquadravam no padrão da nova ordem mundial ariana. O comunismo, só para citar
outro exemplo ideológico, afirmava que o problema do mundo era o capital, a luta
de classes e a propriedade privada. Em nome da solução, os opositores do
sistema foram mortos e perseguidos.
Toda
ideologia interpreta o problema do mundo com uma proposta de solução. Elas até
percebem corretamente alguns aspectos dos males do mundo, mas nenhuma é
completa e definitiva. E a razão é muito simples: elas pressupõem que o ser
humano é bom e, por isto, não levam realmente a sério o que a Bíblia chama de
pecado. Assim projetam o problema do mundo para fora do ser humano ou culpam
apenas um grupo humano, ou ainda o limitam a alguns aspectos da natureza
humana.
Como
cristãos, não somos apolíticos, não hostilizamos as ideologias ou nem ignoramos
os conflitos da atualidade. Nós apenas temos certeza de que a sabedoria de Deus
se revelou em Cristo. Ele faz o diagnóstico apropriado e é o verdadeiro e
definitivo remédio para nossas chagas. Somos conscientes de que a solução para
nós veio de Deus, por meio de Cristo. Por isto entendemos que todo movimento
político-ideológico (e também religioso) sempre emperrará em função do pecado
humano. E isso não desestimula o envolvimento social ou a participação
política, mas constata com sobriedade que todo movimento humano é relativo. É a
garantia de que não faremos do nosso movimento, partido, ideologia ou religião
um instrumento de fanatismo. Quem remove Cristo e sua obra do centro do seu
agir no mundo, não enxerga o verdadeiro problema do ser humano. Ao fazer isso,
torna absoluta uma causa relativa.
As
propostas de soluções para os problemas atuais levam em consideração a solução
de Deus revelada em Cristo por meio da sua Palavra? Veja o que diz o segundo
artigo da Confissão de Barmen:
“Jesus Cristo se
tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção” - 1
Co 1.30
“Assim como Jesus
Cristo é o anúncio divino do perdão de todos nossos pecados, assim e com igual
seriedade ele é a vigorosa reivindicação de Deus sobre toda a nossa vida; por
meio dele experimentamos alegre libertação das amarras ateias deste mundo para
o serviço livre e grato à suas criaturas.
Condenamos a
falsa doutrina de que existem áreas em nossa vida nas quais fossemos
propriedade não de Jesus Cristo, mas sim de outros senhores, e nas quais não
necessitássemos da sua justificação e santificação.”
Como
cristãos precisamos nos perguntar se já não fomos invadidos pelo espírito de
nossa época e se não absorvemos a ideologia dominante sem questionamentos.
- Que
movimentos ideológicos em nossos dias abdicam da obra de Cristo na cruz e se apresentam
como solução para nossa sociedade? Quem são suas vítimas?
- De que
áreas da nossa vida excluímos o perdão e da santificação de Jesus Cristo?
- Quem
determina nossos hábitos de consumo? Será Jesus Cristo ou serão outros senhores?
A quem prestamos contas do uso dos nossos recursos financeiros?
Daniel Schorn
– Orleans, SC
Contato: P. Joel Schlemper
Nenhum comentário:
Postar um comentário