01 de outubro de
2013
Por que orar por
vocações?
Ao ver as multidões sem
rumo, Jesus comentou que “a colheita é grande, mas poucos os
trabalhadores”. Por isto ordenou aos discípulos que orem para o Pai enviar
trabalhadores para a colheita (Mateus 9.36ss.; confira Marcos
6.34).
Os doze jamais deveriam
apropriar-se desta tarefa e pensar que dariam conta do recado! Este é o contexto
da ordem que Jesus deu, antes de subir ao céu, a todos que lhe seguiriam:
“… ao caminharem (pela
vida) façam discípulos de todas as nações…”
(Mateus 28.19). A tarefa missionária não seria dos doze, mas envolveria
todos os discípulos, pois quem segue a Jesus é chamado a trabalhar pelo seu
reino.
Com acerto Lutero, em seu
livreto “Da liberdade cristã”, percebeu que, ao salvar-nos, Cristo nos faz
participar do seu domínio sobre o mundo. Não precisamos temê-lo, por mais que
nos ameace! Além disto, Jesus nos permite chegar à presença de Deus. Quem foi
abraçado pelo Pai pode interceder por seus irmãos e ensiná-los o amor que
experimenta. Esta é a vocação de todo cristão!
Em todos os tempos Deus
separou alguns para dispor-se a trabalhar com dedicação exclusiva na sua obra.
Não o faz para dispensar os demais irmãos da sua tarefa, mas para dar-lhes
retaguarda! Foi por isto que Deus fez Elias voltar do monte Horebe e o lembrou
dos 7000 que “não dobraram seus joelhos a Baal” (1 Reis 19)!
Reconvocado para a obra deveria fazer o que Jesus ordenaria a Pedro: “E
quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas
22.32).
Eliseu arava a sua lavoura, quando o
Senhor o desafiou a largar seu arado, abrir mão do aconchego da sua família e ir
onde quer que o enviasse (1Reis 19).
Há 200 anos o agricultor
norueguês Hans Nielsen Hauge (1771-1824) também lavrava seu campo, quando
Deus o convocou. Em sete anos peregrinou 20.000 km a pé pelo seu país e falou do
amor de Jesus a quem encontrasse. Por obedecer ao seu chamado passaria sete anos
na prisão, boa parte em cela solitária. Mais tarde ainda seria condenado a mais
dois anos de trabalhos forçados.
Como no passado Deus
continua a chamar para este trabalho de retaguarda. Se você ama a Jesus e lhe é
grato pela sua salvação, então olhe para as multidões que são “como ovelhas
sem pastor”, peça que o Senhor encha seu coração de paixão pelos perdidos e
pergunte a ele: "Como queres que eu te sirva?"
Você não ouve resposta?
Então aquiete-se e fique
atento! A resposta de Deus não tarda, a não ser que você não admite que ele
possa tirar você do seu 'arado'.
P. Martin
Weingaertner
Faculdade de Teologia Evangélica
de Curitiba
Nenhum comentário:
Postar um comentário